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sexta-feira, 23 de março de 2012

Quarta-feira, 28 de março, estréia a edição de 2012 dos Diálogos Criativos com um encontro-show do cantor e compositor Cleudo Freire

O cantor e compositor potiguar Cleudo Freire

Na próxima quarta-feira, 28 de março, estréia às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, a edição de 2012 do projeto cultural Diálogos Criativos, que desde 2009 promove encontros livres sobre as mais diversas temáticas miscigenando olhares e linguagens e divulga a cultura que se produz no Rio Grande do Norte.

O primeiro encontro da edição deste ano, com entrada franca, inaugurará o ciclo temático MPP – Música Popular Potiguar que explorará épocas, estilos e autores da música norte-riograndense contando com a participação dos próprios músicos homenageados. O primeiro convidado é o cantor e compositor Cleudo Freire, um dos maiores nomes da música norte-riograndense, que compartilhará com o público sua trajetória artística e seu legado na música potiguar intercalando a conversa com interpretações ao vivo de clássicos de sua autoria.

O propósito do ciclo MPP é contribuir para a divulgação dos artistas de qualidade e da boa música que se faz no Rio Grande do Norte.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, professor, pesquisador das áreas da Comunicação e da Educação, blogueiro e promotor cultural independente Antonino Condorelli. O projeto conta com a preciosa colaboração da advogada Vandréa Alves e do designer Marcelo Macêdo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quarta-feira, 23 de novembro, se conclui o ciclo Rock in Natal com um encontro-show sobre o rock brasileiro

O projeto cultural Diálogos Criativos realizará na próxima quarta-feira, 23 de novembro, às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, o quarto e último encontro-show do ciclo Rock in Natal, desta vez não só falado, mas também cantado em português: QUE PAÍS É ESSE? UMA PANORÂMICA DO ROCK BRASILEIRO.

Com entrada franca, o evento contará novamente com a participação e a apresentação ao vivo do rockeiro e historiador Ugo Monte, o músico Marco Navarro, o percussionista Marcel Dore e do guitarrista Guilherme Bezerra. A proposta é traçar uma panorâmica sócio-histórica do rock nacional nos conturbados e ao mesmo tempo efervescentes contextos sociais, políticos e culturais do Brasil na segunda metade do século XX, alternando a discussão com apresentações ao vivo de clássicos do gênero. O encontro, como de costume, será coordenado pelo idealizador e coordenador dos Diálogos Criativos.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, pesquisador, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e a Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte (FATERN) e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.

Clique aqui para ler o artigo introdutório escrito pero historiador e rockeiro amador Ugo Monte sobre o tema do encontro-show de quarta-feira, 23 de novembro.

domingo, 6 de novembro de 2011

Quarta-feira, 9 de novembro, encontro-show sobre o rock dos anos 1980 e 1990

O projeto cultural Diálogos Criativos realizará nesta quarta-feira, 9 de novembro, às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, o terceiro encontro-show do ciclo Rock in Natal intitulado LET’S ROCK (1980-2000) – PEDRAS QUE ROLAM NÃO CRIAM LIMBO: DA MTV AO MP3.

O encontro, com entrada franca, contará novamente com a participação e a apresentação ao vivo do rockeiro e historiador Ugo Monte, o músico Marco Navarro, o percussionista Marcel Dore e do guitarrista Guilherme Bezerra. A proposta do evento é traçar uma panorâmica sócio-histórica do rock internacional das décadas de 1980 e 1990 no contexto das transformações sociais, culturais e tecnológicas do final do século XX, alternando a discussão com apresentações ao vivo de clássicos do gênero daquelas épocas. O encontro, como de costume, será coordenado pelo idealizador e coordenador dos Diálogos Criativos.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, pesquisador, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e a Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte (FATERN) e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quarta-feira, 28 de setembro, exploraremos e cantaremos o rock dos anos 1970

Artigo introduzindo o encontro-show dos Diálogos Criativos de quarta-feira, 28 de setembro, sobre os rock da década de 1970. O diálogo, o segundo do ciclo Rock in Natal, estará entremeado por apresentações ao vivo de clássicos daquela fase do gênero.

Ugo Monte - Rockeiro e historiador

Indagado sobre o anúncio do fim dos Beatles após o lançamento do álbum Let it be, de 1970, John Lennon foi taxativo: “O sonho acabou”. Não era apenas o fim do grupo mais importante da história do rock, em todos os tempos, era o fim de uma era. A utopia hippie da geração de Woodstock sucumbiu diante do choque de realidade e desencanto dos anos 70. Numa perspectiva política e pragmática, a Primavera de Praga foi esmagada pelo totalitarismo stalinista. A luta pela liberdade na América Latina foi derrotada pelo arrefecimento da repressão dos regimes militares no poder. As barricadas do Quartier Latin que uniram estudantes e operários em maio de 68 foram esfaceladas pela realpolitik gaullista e a mobilização dos jovens da América não conseguiu por fim à Guerra no Vietnã, nem evitar a derrota humilhante, tanto militar quanto moral. As atrocidades cometidas pelos blue caps no sudoeste asiático e a presença de milhares de veteranos mortos-vivos em solo americano assombrariam durante décadas a autoconfiança do Império. A crise do petróleo e a saída pelas portas do fundo do presidente Nixon da Casa Branca completavam o quadro de incerteza reinante nos novos tempos. No Velho Mundo, chegava ao fim o ciclo de crescimento econômico iniciado no pós-guerra, com a crise, viriam à tona as tensões sociais decorrentes da rígida hierarquia de classes do Reino Unido. A presença maciça de imigrantes vindos das antigas colônias européias, mão-de-obra fundamental para o reerguimento do continente nos tempos difíceis, tornar-se-ia um problema social persistente até os nossos dias, alimentado pelo choque de civilizações anunciado pelo 11 de setembro.

Apesar de tudo, a vida segue, como acreditava George Harrison, no seu mantra pessoal: The dream is over, but “All things must pass”. O som da Motown embalava o orgulho afro do Black is beautiful, demonstrando o poder da música negra. A era do virtuosismo dos verdadeiros heróis da guitarra como Clapton, Hendrix e Page fincava raízes no hard rock e abria caminho para o surgimento do heavy metal. Como herança da alquimia musical da experiência psicodélica, o Glam, o Prog e o Art Rock romperam a fronteira entre a música erudita e a cultura pop.

De alguma forma, todos entraram para o clube dos corações solitários do Sargento Pimenta, que iniciou o círculo virtuoso dos épicos álbuns da década de 70, não era apenas virtuose, era vanguardismo. Fama e fortuna não eram mais as ambições primordiais do rock, mas o reconhecimento dos seus pares, um lugar na história e o nirvana artístico: a atemporalidade. A década de 70 foi a era da extravagância e da cultura dos extremos; da febre da Disco e da fúria do Punk; da suavidade Folk e do peso do metal; do rebuscamento estilístico do Art Rock e do minimalismo pueril do rock de garagem; da era de ouro das Superbandas do Mainstream e do laboratório Underground, no submundo de Londres e NY; Ocultismo e mitologia de um lado, escárnio e crítica social do outro. Em nenhum outro momento a cena pop foi tão multicultural. Não era mais apenas rock and roll, como diziam os Stones, era muito mais que isso.

Depois da experiência de sexo, drogas e rock and roll, o mundo jamais seria o mesmo. Se hoje nós apreciamos um certo gosto de liberdade e criamos nossos filhos a partir de outros paradigmas, esse foi um legado daquela geração. Por outro lado, se hoje nos assombra os perigos da dependência química e do vício que ronda o mundo dos nossos jovens, também faz parte do espólio da mesma geração. Se os anos sessenta foram a promessa de um mundo ideal, os anos 70 foi o mundo real, com todas as suas idiossincracias e contradições. Foi a vida pós-morte da utopia iconoclasta da contracultura, em que nem sempre os finais são felizes, Live fast, die young, muitos pereceram ao longo do caminho, para os que viveram, há ainda muita história pra contar.

São essas e outras histórias que serão contadas no encontro de quarta-feira, 28, do projeto cultural Diálogos Criativos, que estreará a temporada do segundo semestre deste ano. O encontro, intitulado Let’s rock (1969-1979): Utopia, Desencanto e Fúria é o segundo do ciclo temático Rock in Natal, sobre a história deste gênero musical que mudou a história da cultura. O ciclo contará com mais dois encontros: um em outubro sobre o rock das décadas de 1980 e 1990 e outro em novembro sobre a história do rock brasileiro. Todos os encontros, facilitados por um historiador e vários músicos, entremearão a palestra histórica com apresentações ao vivo de clássicos do gênero. O evento de quarta-feira, com entrada franca, acontecerá às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do Midway Mall.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fotos do encontro de quarta-feira, 22 de junho - LET'S ROCK (1054-1969): MÚSICA, REBELDIA E CONTRACULTURA

Auditório lotado e riquíssimo conteúdo no encontro-show de rock 'n roll que encerrou a temporada do primeiro semestre de 2011 dos Diálogos Criativos. Às 22:00, após duas horas e meia de encontro e apesar do cansaço e o calor, ninguém queria sair: mais um encontro que deixou todo o público com gostinho de quero mais!

Aguardamos vocês em nossa segunda temporada deste ano, que começará em setembro.

Obrigado a tod@s pela participação!