sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Fotos do encontro "The Beatles e a ética do amor" - Quarta-feira, 03 de Novembro
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
The Beatles e a ética do amor - Quarta-feira, 03 de novembro, às 19:00 horas
Os Beatles e a ética do amor
Antonino Condorelli (dialogos_criativos@dhnet.org.br) - Coordenador dos Diálogos Criativos
Flávio dos Anjos (ffaanjos@gmail.com) - Professor de Direito na FAL e doutorando em Ciências Sociais na UFRN
Liverpool, Reino Unido, 06 de julho de 1957. John Winston Lennon, jovem músico rebelde apaixonado por Elvis Presley e o rock and roll, é apresentado por um amigo comum a James Paul McCartney, que partilha das mesmas paixões. Paul ensina John a afinar o violão e passam a compor e tocar juntos. Pouco depois um amigo de Paul, George Harrison, com apenas quatorze anos junta-se ao grupo. Em 1962, este encontra seu baterista definitivo, Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr. Depois de atuar com vários nomes provisórios, um amigo de John convence os membros da banda a fazer um trocadilho entre beetle (besouro) e beat (batida ou compasso ritmado), manifestando assim a clara influência que o movimento beatnik exercia sobre os quatro garotos. Nasce, assim, The Beatles: a banda que através da cultura de massa do século XX influenciaria mais do que qualquer outra as mentalidades, os costumes, os valores, os modos de conceber as relações afetivas, sociais e políticas de uma inteira geração, introduzindo uma nova forma de pensar o mundo.
Graças ao poder de penetração da indústria cultural de massa - que naquela época, tanto quanto hoje, favorece enormemente as produções musicais, cinematográficas, etc. de língua inglesa procedentes dos países considerados centros nevrálgicos do capitalismo global, como Estados Unidos e Grã Bretanha – a música dos Beatles faz rir, chorar, pensar milhões de jovens no mundo inteiro, influencia gêneros musicais, instiga novos estilos de vida, contribui a forjar uma verdadeira cultura juvenil internacional que em poucos anos, sob a influência de uma determinada conjuntura histórica e incorporando elementos de outras origens, se torna um dos motores propulsores das contraculturas que sacodem o mundo no final dos anos Sessenta, redefinindo a política, a sociedade e o quotidiano de grande parte da humanidade.
Com certeza qualquer um entre os que estão lendo estas linhas, mesmo se não possuir álbuns dos Beatles, conhece a letra ou saberia pelo menos assobiar a melodia de algumas das canções mais célebres da banda. Mas se as músicas dos Beatles continuam a emocionar ainda hoje, em um contexto cultural, social e político internacional completamente diferente do dos anos Sessenta e Setenta, é porque sua obra é algo mais do que um mero símbolo geracional. Algo que, talvez, seja capaz de tocar os corações e as mentes de pessoas não só de todos os países, mas de todas as épocas. A música como instrumento de comunicação de massa ultrapassa a condição de simples transmissora de mensagens. Sua ação mais profunda penetra nas entranhas, mexe com as emoções, alimenta sentimentos, permite a transcendência e configura-se como instrumento de transformação do humano. A ética impregnada na música perpassa culturas, quebra barreiras ideológicas, religiosas e sociais e chega a uma compreensão profunda gerando uma sintonia entre as pessoas.
Na arte musical dos Beatles foram veiculadas mensagens políticas transformadoras em uma época em que o mundo buscava um direcionamento ético frente às inúmeras guerras declaradas e à silenciosa e rastejante Guerra Fria. Mas estas mensagens vão muito além daquele contexto histórico específico, pois a ética nelas expressa está enraizada no mais universal dos sentimentos: o amor. Examinando com atenção as letras das músicas do grupo e a feitura das canções emerge de forma nítida, avassaladora, profundamente envolvente uma mensagem de amor: amor à vida, ao ser humano, ao outro, à natureza.
É a partir desta idéia que será desenvolvida mais uma instigante discussão no âmbito do projeto cultural Diálogos Criativos, apoiado pela TRIBUNA DO NORTE, em um encontro intitulado: The Beatles e a ética do amor. Na ocasião se tentará traçar umas linhas imaginárias que perpassam as posturas do grupo de garotos conhecido no mundo inteiro, que até o dia de hoje são percebidos como mensageiros de tolerância, compreensão, paz, amor e resistência a modelos de vida e a valores impostos.
O fio condutor da discussão será a convicção de que os Beatles operaram um renascimento musical que permitiu às massas a discussão e a reflexão acerca do mundo e uma nova postura do humano: resistente, mas tolerante. Paralelamente, será apresentada a trajetória da banda: suas origens, a caminhada rápida ao sucesso, a busca espiritual orientadora da sua conduta e o seu fim. Tudo, como não poderia deixar de ser em um evento como este, regado a amplas doses de música e vídeos com o grupo.
O encontro acontecerá quarta-feira, 03 de novembro, às 19 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do Midway Mall, com entrada franca. Para mais informações, visitem o blog http://dialogoscriativosnatal.blogspot.com ou escrevam para dialogos_criativos@dhnet.org.br.
Quarta-feira, 03 de novembro, os Diálogos Criativos discutem os Beatles e a ética do amor
Na quarta-feira, 03 de novembro, acontecerá às 19:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do shopping Midway Mall, o novo encontro do projeto cultural Diálogos Criativos, intitulado The Beatles e a ética do amor.
O encontro, com entrada franca, será facilitado por Francisco Flávio de Oliveira dos Anjos, grande apaixonado dos “quatro de Liverpool”, e regado a amplas doses de música e vídeos do grupo. Flávio dos Anjos é professor do Curso de Direito da Faculdade de Natal (FAL), doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM/UFRN) A coordenação do evento será do idealizador dos Diálogos Criativos, o jornalista e educador Antonino Condorelli.
Tomando como referência o conjunto da obra musical e as posturas da banda mais famosa da história, que modificou as mentalidades através da cultura de massa do século XX, o encontro pretende discutir de forma aberta e criativa a possibilidade de uma ética pela via do amor, envolvendo o público na discussão e na partilha de momentos de boa música.
Todos os participantes do encontro receberão como cortesia um café expresso gourmet oferecido pelo Café Genot, parceiro do projeto, que poderá ser degustado nas mesas da cafeteria ao lado do Auditório da Livraria Siciliano.
Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Os Diálogos Criativos encerram a programação de 2009 com a presença de Henri Atlan, um dos maiores cientistas vivos
Considerado um dos maiores cientistas vivos, Atlan ministrará em Natal um ciclo de conferências intitulado Desafios do Conhecimento, Enigmas do Sujeito - organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e coordenado pelo Grupo de Estudos da Complexidade/Cátedra Itinerante UNESCO Edgar Morin - que culminará no último encontro dos Diálogos Criativos deste ano, que acontecerá na terça-feira, 22 de dezembro, às 18:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, com entrada franca. O encontro será sobre o tema O Útero Artificial: Diálogo sobre Ética e Ciência. No mesmo dia, será lançada na Livraria Siciliano a mais recente obra do autor publicada no Brasil: Dos Embriões aos Homens (Editora Idéias e Letras).

O encontro com Henri Atlan, que prestigia com sua presença os Diálogos Criativos, conclui a programação deste ano. Os Diálogos Criativos, que já se consolidaram em Natal como um importante momento de encontro, troca de idéias e experiências, construção coletiva de conhecimento e partilha de bons momentos, voltarão a partir de março de 2010 com instigantes novidades, entre as quais mini-cursos com certificados emitidos por instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação e uma publicação periódica.
Agradecemos a todas as pessoas que acompanharam nossos encontros, com a esperança de que tenham plantado frutíferas sementes, e desejamos a tod@s um Feliz Natal e um esplêndido 2010!

