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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Fotos do encontro "The Beatles e a ética do amor" - Quarta-feira, 03 de Novembro

Encontro facilitado por Flávio dos Anjos - grande apaixonado dos Beatles, músico amador, professor de Direito da Faculdade de Natal (FAL) e pesquisador do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM/UFRN) - que mais uma vez este ano lotou o auditório da Livraria Siciliano promovendo uma discussão de altíssima qualidade. A partir das canções e das atitudes pessoais e de grupo dos "quatro de Liverpool", o facilitador apontou a presença na vida e na obra da banda de uma ética da solidariedade, do perdão, da religação entre ser humano e natureza, do desprendimento, da resistência pacífica às injustiças, do amor ao próximo e à vida. Um encontro que teve como trilha sonora músicas imortais do grupo, seja exibidas em vídeos como interpretadas pelo próprio Flávio dos Anjos com o apóio do músico natalense Cleudo Freire e de outras pessoas presentes no evento. Mais uma vez, os Diálogos Criativos promoveram uma discussão que deixou uma marca na vida cultural de Natal.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

The Beatles e a ética do amor - Quarta-feira, 03 de novembro, às 19:00 horas

Retransmitimos a matéria publicada na edição de terça-feira, 02 de novembro, do jornal Tribuna do Norte para estimular a reflexão e a discussão sobre a temática que será abordada no encontro dos Diálogos Criativos de terça-feira, 03 de novembro.

Os Beatles e a ética do amor

Antonino Condorelli
(dialogos_criativos@dhnet.org.br) - Coordenador dos Diálogos Criativos
Flávio dos Anjos (ffaanjos@gmail.com) - Professor de Direito na FAL e doutorando em Ciências Sociais na UFRN

Liverpool, Reino Unido, 06 de julho de 1957. John Winston Lennon, jovem músico rebelde apaixonado por Elvis Presley e o rock and roll, é apresentado por um amigo comum a James Paul McCartney, que partilha das mesmas paixões. Paul ensina John a afinar o violão e passam a compor e tocar juntos. Pouco depois um amigo de Paul, George Harrison, com apenas quatorze anos junta-se ao grupo. Em 1962, este encontra seu baterista definitivo, Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr. Depois de atuar com vários nomes provisórios, um amigo de John convence os membros da banda a fazer um trocadilho entre beetle (besouro) e beat (batida ou compasso ritmado), manifestando assim a clara influência que o movimento beatnik exercia sobre os quatro garotos. Nasce, assim, The Beatles: a banda que através da cultura de massa do século XX influenciaria mais do que qualquer outra as mentalidades, os costumes, os valores, os modos de conceber as relações afetivas, sociais e políticas de uma inteira geração, introduzindo uma nova forma de pensar o mundo.

Graças ao poder de penetração da indústria cultural de massa - que naquela época, tanto quanto hoje, favorece enormemente as produções musicais, cinematográficas, etc. de língua inglesa procedentes dos países considerados centros nevrálgicos do capitalismo global, como Estados Unidos e Grã Bretanha – a música dos Beatles faz rir, chorar, pensar milhões de jovens no mundo inteiro, influencia gêneros musicais, instiga novos estilos de vida, contribui a forjar uma verdadeira cultura juvenil internacional que em poucos anos, sob a influência de uma determinada conjuntura histórica e incorporando elementos de outras origens, se torna um dos motores propulsores das contraculturas que sacodem o mundo no final dos anos Sessenta, redefinindo a política, a sociedade e o quotidiano de grande parte da humanidade.

Com certeza qualquer um entre os que estão lendo estas linhas, mesmo se não possuir álbuns dos Beatles, conhece a letra ou saberia pelo menos assobiar a melodia de algumas das canções mais célebres da banda. Mas se as músicas dos Beatles continuam a emocionar ainda hoje, em um contexto cultural, social e político internacional completamente diferente do dos anos Sessenta e Setenta, é porque sua obra é algo mais do que um mero símbolo geracional. Algo que, talvez, seja capaz de tocar os corações e as mentes de pessoas não só de todos os países, mas de todas as épocas. A música como instrumento de comunicação de massa ultrapassa a condição de simples transmissora de mensagens. Sua ação mais profunda penetra nas entranhas, mexe com as emoções, alimenta sentimentos, permite a transcendência e configura-se como instrumento de transformação do humano. A ética impregnada na música perpassa culturas, quebra barreiras ideológicas, religiosas e sociais e chega a uma compreensão profunda gerando uma sintonia entre as pessoas.

Na arte musical dos Beatles foram veiculadas mensagens políticas transformadoras em uma época em que o mundo buscava um direcionamento ético frente às inúmeras guerras declaradas e à silenciosa e rastejante Guerra Fria. Mas estas mensagens vão muito além daquele contexto histórico específico, pois a ética nelas expressa está enraizada no mais universal dos sentimentos: o amor. Examinando com atenção as letras das músicas do grupo e a feitura das canções emerge de forma nítida, avassaladora, profundamente envolvente uma mensagem de amor: amor à vida, ao ser humano, ao outro, à natureza.

É a partir desta idéia que será desenvolvida mais uma instigante discussão no âmbito do projeto cultural Diálogos Criativos, apoiado pela TRIBUNA DO NORTE, em um encontro intitulado: The Beatles e a ética do amor. Na ocasião se tentará traçar umas linhas imaginárias que perpassam as posturas do grupo de garotos conhecido no mundo inteiro, que até o dia de hoje são percebidos como mensageiros de tolerância, compreensão, paz, amor e resistência a modelos de vida e a valores impostos.

O fio condutor da discussão será a convicção de que os Beatles operaram um renascimento musical que permitiu às massas a discussão e a reflexão acerca do mundo e uma nova postura do humano: resistente, mas tolerante. Paralelamente, será apresentada a trajetória da banda: suas origens, a caminhada rápida ao sucesso, a busca espiritual orientadora da sua conduta e o seu fim. Tudo, como não poderia deixar de ser em um evento como este, regado a amplas doses de música e vídeos com o grupo.

O encontro acontecerá quarta-feira, 03 de novembro, às 19 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do Midway Mall, com entrada franca. Para mais informações, visitem o blog http://dialogoscriativosnatal.blogspot.com ou escrevam para dialogos_criativos@dhnet.org.br.

Quarta-feira, 03 de novembro, os Diálogos Criativos discutem os Beatles e a ética do amor

Na quarta-feira, 03 de novembro, acontecerá às 19:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do shopping Midway Mall, o novo encontro do projeto cultural Diálogos Criativos, intitulado The Beatles e a ética do amor.

O encontro, com entrada franca, será facilitado por Francisco Flávio de Oliveira dos Anjos, grande apaixonado dos “quatro de Liverpool”, e regado a amplas doses de música e vídeos do grupo. Flávio dos Anjos é professor do Curso de Direito da Faculdade de Natal (FAL), doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM/UFRN) A coordenação do evento será do idealizador dos Diálogos Criativos, o jornalista e educador Antonino Condorelli.


Tomando como referência o conjunto da obra musical e as posturas da banda mais famosa da história, que modificou as mentalidades através da cultura de massa do século XX, o encontro pretende discutir de forma aberta e criativa a possibilidade de uma ética pela via do amor, envolvendo o público na discussão e na partilha de momentos de boa música.

Todos os participantes do encontro receberão como cortesia um café expresso gourmet oferecido pelo Café Genot, parceiro do projeto, que poderá ser degustado nas mesas da cafeteria ao lado do Auditório da Livraria Siciliano.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os Diálogos Criativos encerram a programação de 2009 com a presença de Henri Atlan, um dos maiores cientistas vivos

Os Diálogos Criativos encerram a programação de 2009 com um hóspede de exceção: o biólogo, filósofo e escritor francês Henri Atlan, professor emérito da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais) de Paris e diretor do Centro de Pesquisa em Biologia Humana do Hospital Universitário de Hadassah, em Jerusalém.



Considerado um dos maiores cientistas vivos, Atlan ministrará em Natal um ciclo de conferências intitulado Desafios do Conhecimento, Enigmas do Sujeito - organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidad
e Federal do Rio Grande do Norte e coordenado pelo Grupo de Estudos da Complexidade/Cátedra Itinerante UNESCO Edgar Morin - que culminará no último encontro dos Diálogos Criativos deste ano, que acontecerá na terça-feira, 22 de dezembro, às 18:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, com entrada franca. O encontro será sobre o tema O Útero Artificial: Diálogo sobre Ética e Ciência. No mesmo dia, será lançada na Livraria Siciliano a mais recente obra do autor publicada no Brasil: Dos Embriões aos Homens (Editora Idéias e Letras).


Um dos pioneiros das teorias da complexidade e da auto-organização do ser vivo, é – nas palavras do maior filósofo contemporâneo, Edgar Morin, cujo pensamento foi profundamente influenciado pela obra de Atlan – “um pensador-repensador da ciência biológica” que, inspirado pela visão de mundo de Baruch Spinoza (filósofo holandês do século XVII), interroga incansavelmente a compatibilidade entre o pensamento científico ancorado nos determinismos e a compreensão da complexidade, voltada para o entendimento das transformações criativas. Conhecedor da cibernética, a termodinâmica e outras ciências, Atlan foi impulsionador de uma mudança de paradigma na biologia nos anos Setenta, questionando as fronteiras entre os domínios do vivo e do não-vivo. Autor de numerosos trabalhos nos âmbitos da biologia celular, a biofísica e a inteligência artificial, construiu uma reflexão profunda sobre a relação entre a ciência e a ética.


Os focos de interesse do poliédrico pensamento de Atlan são a relação simbiótica entre viver e conhecer; a intercrítica do mito e da ciência; a complexidade dos sistemas auto-organizados; os fundamentos para uma ética bio-médica; o papel do determinismo e da liberdade na construção do sujeito; o acaso, o caos e a alienação nas sociedades contemporâneas; o papel do Estado da regulação social; os problemas éticos advindos da tecnociência e o direito do cidadão ao conhecimento. Judeu praticante e profundo conhecedor da Cabala, sua reflexão epistemológica abrange também a busca de campos de convergência entre ciência e espiritualidade.



O encontro com Henri Atlan, que prestigia com sua presença os Diálogos Criativos, conclui a programação deste ano. Os Diálogos Criativos, que já se consolidaram em Natal como um importante momento de encontro, troca de idéias e experiências, construção coletiva de conhecimento e partilha de bons momentos, voltarão a partir de março de 2010 com instigantes novidades, entre as quais mini-cursos com certificados emitidos por instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação e uma publicação periódica.




Agradecemos a todas as pessoas que acompanharam nossos encontros, com a esperança de que tenham plantado frutíferas sementes, e desejamos a tod@s um Feliz Natal e um esplêndido 2010!



Clique na imagem abaixo para ampliá-la
e veja o convite do cilco de conferências
do biólogo Henri Atlan em Natal