domingo, 6 de novembro de 2011

Quarta-feira, 9 de novembro, encontro-show sobre o rock dos anos 1980 e 1990

O projeto cultural Diálogos Criativos realizará nesta quarta-feira, 9 de novembro, às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, o terceiro encontro-show do ciclo Rock in Natal intitulado LET’S ROCK (1980-2000) – PEDRAS QUE ROLAM NÃO CRIAM LIMBO: DA MTV AO MP3.

O encontro, com entrada franca, contará novamente com a participação e a apresentação ao vivo do rockeiro e historiador Ugo Monte, o músico Marco Navarro, o percussionista Marcel Dore e do guitarrista Guilherme Bezerra. A proposta do evento é traçar uma panorâmica sócio-histórica do rock internacional das décadas de 1980 e 1990 no contexto das transformações sociais, culturais e tecnológicas do final do século XX, alternando a discussão com apresentações ao vivo de clássicos do gênero daquelas épocas. O encontro, como de costume, será coordenado pelo idealizador e coordenador dos Diálogos Criativos.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, pesquisador, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e a Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte (FATERN) e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.

sábado, 5 de novembro de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera - Reflexões sobre o filme exibido no segundo encontro do Café com Cinema

Por Antonino Condorelli (condor_76@hotmail.com) - Idealizador e coordenador do Café com Cinema e dos Diálogos Criativos

Como prometi ao público que participou do segundo encontro do projeto cultural Café com Cinema, que idealizei e coordeno na PotyLivros em Natal, compartilho algumas reflexões – despretensiosas e desordenadas, seguindo o fluxo das minhas sensações - sobre o filme que foi exibido nessa ocasião: Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (Bom Yeoreum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom, 2003), do diretor sul-coreano Kim Ki-duk.

A esplêndida fotografia do longa-metragem e os amplos planos panorâmicos do lago e da floresta ao seu redor em diversos momentos do ano com as respectivas transformações da paisagem, que varia com o clima, me deram a impressão de querer despertar uma atenção mais refinada, uma visão absorta que silencie o mais possível os ruídos internos e, como em uma sessão de meditação, permita que as imagens, sons e acontecimentos que se sucedem na tela penetrem num espectador com a mente aquietada e, portanto, receptiva, predisposta à reconstruir suas percepções e representações.

Algumas imagens, a meu ver, funcionam como autênticos koans visuais, com o propósito de desarticular a percepção linear, lógica e disjuntiva do real que predomina no nosso dia a dia de homens e mulheres ocidentais urbanos e abrir caminho a outras possibilidades de experiência do mundo. Uma delas é, em minha percepção, a da porta sem paredes que separa o quarto de dormir do resto do templo construído no meio de um lago onde o mestre budista e seu jovem discípulo, os protagonistas da narrativa, vivem. A imagem da não-porta é um exercício vivo de sensibilidade que golpeia visualmente o espectador, instigando-o a redefinir sua visão compacta, fechada e estilhaçada da realidade. Parece sussurrar-nos no ouvido: será que as paredes que erguemos entre nós e o mundo não são tão sólidas como tendemos a percebê-las?

Mais evocativa ainda é, aos meus olhos, a imagem da porta que se ergue no vazio, à beira do lago, que desde a primeira cena do filme me sacudiu levando-me a repensar os meus conceitos de “dentro” e de “fora”, assim como a minha percepção de ser humano e natureza. As paredes que compartimentam a realidade, que a estilhaçam em pedaços - parecem perguntar estas imagens - serão reais ou apenas uma das possíveis maneiras em que a mente humana percebe o mundo? Esses belos koans imagéticos sugerem outras possibilidades de experienciarmos o real.

O longa é também uma riquíssima mina de reflexões sobre a condição humana. O jovem discípulo, na primavera da sua infância, por viver desde a mais tenra idade em estreita “proximidade” com o ambiente não-urbano e não-humano que o rodeia revela uma completa familiaridade com as demais espécies vivas (peixes, sapos, serpentes...), que não tem medo de pegar nas mãos, experienciando com elas um contato epidérmico, contrariamente à moça de origem urbana que mais tarde chegará ao templo, que sente repulsão por outras espécies como transparece em uma cena em que, brincando, o rapaz coloca um grilo no ombro dela. Mas, simultaneamente, o jovem faz aflorar sentimentos típicos do humano, como o desejo de infligir sofrimento pelo puro prazer de fazê-lo, que o leva a torturar pequenos animais e mostra o “eu” se estruturando na percepção do menino que começa a perceber-se como independente daqueles seres e capaz de manipulá-los pelo seu próprio deleite, sendo incapaz, portanto, de compreender ou sentir o sofrimento deles. É preciso que o mestre - ao estilo Zen, cujos ensinamentos são transmitidos essencialmente através da vivência – faça experienciar à criança o mesmo sofrimento que ela tinha infligido a um peixe, a um sapo e a uma serpente para que a percepção dela, desestruturada por esta experiência totalmente nova e inesperada, se reconfigure em direção à empatia com as espécies que tinha torturado, permitindo-lhe sentir sua dor e sofrer pelo que fez.

A pedra que o mestre coloca nas costas do menino, reproduzindo o que ele tinha feito com outras espécies, pode ser vivida – como foi observador de forma a meu ver muito pertinente durante a discussão do Café com Cinema - como uma poderosa metáfora das pedras que todos carregamos: nossos conceitos, nossos hábitos mentais e comportamentais, nossos desejos, nossas obsessões, nossos fantasmas, nossos medos, nossas neuroses, nossas representações... tudo o que, num fluxo contínuo e incessante, (re)produz o nosso “eu” prendendo-nos a determinados estilos de vida e formas de ver o mundo, naturalizando-os a impedindo-nos enxergar ou conceber outras possibilidades.

Se em breves momentos do filme, como na fase outonal da vida do discípulo, o diretor parece reproduzir a dicotomia conceitual entre homem e natureza presente na visão de mundo urbanizada contemporânea, como por exemplo nas palavras do mestre ao tomar conhecimento dos acontecimentos da vida urbana do ex-discípulo (“Não conhecia de antemão como é o mundo dos homens?”, como se este fosse distinto do mundo “natural”), ao longo do filme inteiro emerge uma percepção não dilacerada do mundo humano e o não-humano. À afirmação do mestre ao discípulo no verão da sua adolescência, ao saber da relação sexual que manteve com a moça que foi levada pela mãe ao templo para se curar, é significativa: “Aconteceu por si mesmo, é a natureza”. O mestre parece perceber o ser humano como parte integrante de um único processo de permanente reconstrução do real, que entende como “a natureza”. O afastamento do mundo urbano não implica numa separação perceptivo-conceitual entre a natureza e o homem, como as belíssimas metáforas das portas sem paredes sugerem, funcionando como um potentíssimo operador simbólicode reorganização do pensamento.

O desejo sexual, o apego que a reprodução deste desperta e todas suas possíveis conseqüências (“A luxúria desperta o desejo de possuir e isso desperta a intenção de matar”, diz o mestre ao jovem discípulo quando decide devolver a moça curada à cidade) são, nessa perspectiva, manifestações da mesma natureza que pode produzir tanto compaixão e empatia com todos os demais seres vivos, como apego, ciúme e violência.

Outro aspecto sobre o qual o longa me instigou a refletir é a ciclicidade da existência humana, que o filme metaforiza através das estações do ano e, ao fazê-lo, insere-a no caráter cíclico de tudo o que existe. Não visão taoísta que impregna a percepção do real de muitos povos asiáticos miscigenando-se com os ensinamentos budistas, a existência é simultaneamente cíclica e irrepetível. A pesar de determinados processos se repetirem a cada certo período, nunca emergem com uma idêntica configuração. Todos os anos aparece a primavera, mas nunca é a mesma primavera: esta primavera é única e diferente da de todos os anos passados e de todos os vindouros. Isto é, a reprodução não é antagônica à unicidade e o cíclico não é antagônico à mudança permanente: essas categorias, que a lógica identitária opõe, são na mentalidade oriental complementares. A ciclicidade da existência metaforizada pelo filme de Kim Ki-duk me parece revelar uma percepção do homem como apenas mais um fenômeno que participa do incessante (re)surgimento, sempre diferente mesmo na repetição de padrões, da natureza.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sábado, 5 de novembro, segundo encontro do Café com Cinema com a exibição de Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera

No próximo sábado, 5 de novembro, acontecerá a partir das 18:30 no Auditório da PotyLivros do Praia Shopping, em Natal, o segundo encontro do projeto cultural CAFÉ COM CINEMA, idealizado e coordenado pelo pesquisador, educador e promotor cultural independente Antonino Condorelli.

A proposta do Café com Cinema é promover o encontro entre pessoas para partilhar emoções e reflexões a partir de obras-primas da Sétima Arte. Os encontros propiciam diálogos livres e abertos a todos sobre as mais diversas temáticas a partir de filmes de autor, exibidos antes de cada discussão, estimulando a troca de experiências, idéias, sensações e intuições. Todos os encontros têm entrada franca e dão direito a café expresso gratuito e ao sorteio de um livro, cortesias da PotyLivros que é co-promotora da iniciativa.

No encontro de sábado, 5 de novembro, será exibido o longa-metragem sul-coreano Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (Bom Yeoreum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom, 2003), dirigido por Kim Ki-duk.

Com uma esplêndida fotografia e uma linguagem profundamente poética, o filme é ambientado em um tempo flutuante no coração de um lago e conta a história de um jovem que vive sob os ensinamentos de um velho monge budista. Cada estação do ano representa um estágio da existência e do aprendizado do jovem, que após a chegada de uma garota pela qual se apaixona acaba de desviando dos conselhos do mestre.

Após a exibição do filme, será aberta uma discussão livre a partir das sugestões de reflexão despertadas pela obra nos presentes.

Devido ao estrondoso sucesso do primeiro encontro do Café com Cinema, em que o auditório da PotyLivros ficou pequeno diante da quantidade de pessoas que foram assistir a sessão, a partir do segundo encontro haverá um sistema de reservas de lugar. A partir do dia 3 de novembro estarão disponíveis no balcão da PotyLivros fichas de reserva que garantirão uma cadeira no encontro de sábado, dia 5. Serão disponibilizadas 40 fichas, o número máximo de cadeiras que cabem no auditório. As reservas serão válidas somente até as 18:30 do dia do encontro. Havendo desistências ou atrasos de parte de quem reservou, as vagas serão transferidas imediatamente a quem estiver sem ficha e tiver chegado na hora.

Contamos com a participação de tod@s vocês para partilharmos juntos mais emocionantes momentos de livre pensar, arte e partilha.

Desde já, sejam bem-vind@s!


Clique aqui e assista o trailer de Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera

Mais informações e contatos: cafecomcinemanatal@gmail.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Domingo, 6 de novembro, encontro especial sobre o futuro do rádio na era digital

O projeto cultural Diálogos Criativos comemorará a passagem do Dia do Radialista com uma discussão sobre o futuro do rádio, no próximo domingo 6 de novembro, às 16:00, no Auditório da Livraria Siciliano do Midway Mall, em Natal. Com entrada gratuita, o debate é aberto a radialistas, profissionais, estudantes, jornalistas, publicitários, ouvintes e amantes do rádio e todas as pessoas interessadas.

O diálogo será mediado pelo jornalista, pesquisador e promotor cultural independente Antonino Condorelli, idealizador do projeto, a partir de uma palestra do jornalista, radialista e professor Ciro Pedroza sobre A força da voz humana na era do digital: reflexões sobre o futuro do rádio.

Os Diálogos Criativos contam com o apoio da Livraria Siciliano, da Estácio FATERN, do guia cultural Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da FM Universitária.

Programação de Novembro

ENTRADA FRANCA

AUDITÓRIO DA LIVRARIA SICILIANO (Terceiro piso do Midway Mall) - 19:30

COORDENAÇÃO: ANTONINO CONDORELLI


DOMINGO, 06 DE NOVEMBRO - 16:00

Encontro especial

A FORÇA DA VOZ HUMANA NA ERA DO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE O FUTURO DO RÁDIO

Com a participação do jornalista, radialista e professor Ciro Pedroza (ciropedroza@uol.com.br).

O encontro comemorará o Dia do Radialista com uma discussão sobre o futuro que se prospecta para o rádio e seus profissionais na era das recnologias digitais de comunicação.


QUARTA-FEIRA, 09 DE NOVEMBRO

Encontro-show musical

LET’S ROCK (1980-2000) – PEDRAS QUE ROLAM NÃO CRIAM LIMBO: DA MTV AO MP3

Com a participação e a apresentação ao vivo do rockeiro Ugo Monte da banda Ugo and the Jokermen, do baixista Marco Navarro (professor da UFRN e músico amador), do guitarrista da banda G2 e do percussionista Marcel Dore.

O encontro é a terceira etapa do ciclo Rock in Natal, que está traçando uma panorâmica sócio-histórica do rock ‘n roll entremeando discussão e música ao vivo. Apresentará o rock internacional no contexto das transformações sociais, culturais e tecnológicas dos anos 1980 e 1990, alternando a discussão com apresentações ao vivo de clássicos do gênero daquelas épocas.


QUARTA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO

Encontro-show musical

ROCK IN NATAL IV – O BRASIL

Com a participação e a apresentação ao vivo do rockeiro Ugo Monte da banda Ugo and the Jokermen, do baixista Marco Navarro (professor da UFRN e músico amador), do guitarrista da banda G2 e do percussionista Marcel Dore.

O encontro é a quarta e última etapa do ciclo Rock in Natal, que está traçando uma panorâmica sócio-histórica do rock ‘n roll entremeando discussão e música ao vivo. Apresentará o rock brasileiro desde suas origens até os nossos dias, alternando a discussão com apresentações ao vivo de clássicos do gênero.

sábado, 8 de outubro de 2011

Sábado, 15 de outubro, estréia o projeto cultural CAFÉ COM CINEMA na PotyLivros do Praia Shopping

No próximo sábado, 15 de outubro, estréia às 18:30 no Auditório da PotyLivros do Praia Shopping, em Natal, o CAFÉ COM CINEMA, novo projeto do jornalista, pesquisador, educador e promotor cultural independente Antonino Condorelli, que já coordena há mais de dois anos o conhecido Diálogos Criativos.

A proposta do Café com Cinema é promover diálogos livres e abertos a todos sobre as mais diversas temáticas – filosóficas, artísticas, científicas, sociais, políticas, ecológicas, psicológicas, educacionais, espirituais, etc. – a partir de obras cinematográficas, a maioria de difícil acesso para o público natalense, que serão exibidas antes de cada discussão.

Os encontros, com entrada franca, acontecerão entre uma e duas vezes por mês, aos sábados. Todos os participantes terão direito a um café expresso de cortesia oferecido pela PotyLivros, parceria do projeto, e no final de cada encontro será sorteado um livro entre os participantes, também cortesia da livraria.

O primeiro ciclo de encontros, em outubro e novembro deste ano, abordará a relação entre homem e natureza a partir de pistas, sugestões e estímulos para a reflexão e a discussão oferecidos por três filmes. Veja abaixo a programação:


• Sábado, 15 de outubro – 18:30

NA NATUREZA SELVAGEM (Into the Wild) – Estados Unidos, 2007

Direção: Sean Penn


• Sábado, 05 de novembro – 18:30

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO... E PRIMAVERA (Bom Yeoreum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom) – Coréia do Sul, 2003

Direção: Kim Ki-duk


• Sábado, 26 de novembro – 18:30

DERSU UZALA – Ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U. R. S. S.), 1975

Direção: Akira Kurosawa


Contamos com a participação de tod@s vocês para partilharmos juntos bons momentos de livre pensar, arte e encontro entre pessoas, idéias, palavras e imagens.

Aguardamos você no Café com Cinema: sejam bem-vind@s!


Mais informações e contatos: cafecomcinemanatal@gmail.com