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quarta-feira, 16 de maio de 2012

A sessão de 26 de maio do Café com Cinema exibirá o longa cubano Morango e Chocolate, o mais votado entre os seguidores do projeto


A votação do filme que será exibido na sessão de sábado, 26 de maio, do projeto cultural Café com Cinema, que acontece a partir das 18:30 no auditório da PotyLivros (Praia Shopping), em Natal, terminou à meia- noite de domingo, 13. Os(as) interessados(as) manifestaram suas preferências entre oito opções disponíveis, todas de filmes latino-americanos ou de temáticas sociais latino-americanas, e o mais votado - com 12 indicações, 11 no Facebook e uma por e-mail - foi Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío (Cuba, 1994). O longa-metragem cuabo será, portanto, a obra exibida na próxima sessão do Café com Cinema.

Dos outros filmes propostos, o colombiano La Sombra del Caminante de Ciro Guerra (2004) ficou em segundo lugar, com 5 votos; o argentino Iluminados pelo Fogo (Iluminados por el Fuego), de Tristán Bauer (2005), recebeu 4 votos e o também argentino A História Oficial (La Historia Oficial), de Luís Puenzo (1985), recebeu 2 preferências. Todos os demais não receberam nenhum voto. As três obras que receberam indicações serão apresentadas em novas votações para as próximas sessões do projeto cultural.

Uma cena de Morango e Chocolate

Morango e Chocolate, ambientado em Havana em 1979, narra a história de um jovem universitário comunista, David (Vladimir Cruz), que conhece um artista gay, Diego (Jorge Perugorría), revoltado com as políticas do regime de Fidel Castro para com os homossexuais. Apesar de David tentar a todo custo evitar qualquer contato com Diego, uma série de circunstâncias acaba aproximando cada vez mais os dois, entre os quais surge aos poucos uma profunda amizade que nem suas diferentes visões de mundo, nem uns acontecimentos que levarão Diego a tomar decisões sofridas conseguirão abalar. O longa é um dos últimos filmes dirigidos por Tomás Gutiérrez Alea, o cineasta cubano de maior projeção internacional do século XX, que faleceu em 1996 e, encontrando-se doente, teve que ser auxiliado na direção por seu amigo Juan Carlos Tabío. Morango e Chocolate foi o primeiro filme cubano a ser nomeado para o Óscar.

Lhe aguardamos na sessão de sábado, 26 de maio, do Café com Cinema, onde após a exibição do filme será realizado um diálogo entre tod@s @s participantes com base nas provocações e pistas de reflexão despertadas pela obra e, no final do encontro, será realizado o sorteio de um livro. Para reservar seu lugar, totalmente gratuito, escreva para cafecomcinemanatal@gmail.com e, desde já, seja muito bem-vind@!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia 26 acontece o segundo encontro-show do Ano do Samba nos Diálogos Criativos, uma homenagem a Dona Ivone Lara

Na próxima quinta-feira, 26 de abril, acontece às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, o segundo encontro-show do Ano do Samba nos Diálogos Criativos: uma homenagem a uma das maiores sambistas da história, Dona Ivone Lara. O encontro - que tem entrada franca - contará com a participação de Carlos Freitas, da banda Preto Chique, que discorrerá sobre a obra da artista homenageada, e a cantora potiguar Analuh Soares interpretará ao vivo clássicos imortais de Dona Ivone Lara, acompanhada por Cissa Raízes, Denise Sambacom, Julian Carlos e Cleide Soares.

O propósito do Ano do Samba nos Diálogos Criativos é contribuir para a divulgação dos artistas de qualidade e do bom samba que se faz no Rio Grande do Norte, assim como ajudar a promover e valorizar uma das mais importantes manifestações musicais e culturais brasileiras. O projeto consiste em um ciclo de encontros-show mensais totalmente gratuitos que todos os meses homenageam autores, épocas e estilos que fizeram a história do mais clássico e popular dos gêneros musicais brasileiros.

O
Ano do Samba é uma parceria do projeto cultural Diálogos Criativos, idealizado e coordenado pelo jornalista e professor/pesquisador Antonino Condorelli, com a promoter de samba e eventos Preta Íris.

Compartilhem conosco esse momento de música e cultura: desde já, sejam muito bem-vind@s!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quarta-feira, 11 de abril, os Diálogos Criativos realizam um encontro-show com Carlos Zens

O cantor e compositor
Carlos Zens

Na próxima quarta-feira, 11 de abril, acontece às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal, o segundo encontro do ciclo temático MPP – Música Popular Potiguar do projeto cultural Diálogos Criativos. O ciclo está explorando épocas, estilos e autores da música norte-riograndense contando com a participação dos próprios músicos homenageados.

O convidado deste mês é o cantor e compositor Carlos Zens, um dos nomes de maior destaque da música norte-riograndense, que compartilhará com o público sua trajetória artística e seu legado na música potiguar intercalando a conversa com interpretações ao vivo de clássicos de sua autoria.


O propósito do ciclo MPP é contribuir para a divulgação dos artistas de qualidade e da boa música que se faz no Rio Grande do Norte.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, professor, pesquisador das áreas da Comunicação e da Educação, blogueiro e promotor cultural independente Antonino Condorelli. O projeto conta com a preciosa colaboração da advogada Vandréa Alves e do designer Marcelo Macêdo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Quarta-feira, 21 de março, começa o Ano do Samba nos Diálogos Criativos com uma homenagem a Noel Rosa


Começa este mês o Ano do Samba nos Diálogos Criativos, um ciclo de encontros-show mensais totalmente gratuitos que de março e dezembro homenagearão o mais clássico e popular dos gêneros musicais brasileiros.

Cada encontro trará um(a) facilitador(a) que apresentará autores, épocas e estilos diferentes da história do samba. As apresentações dos(as) facilitadores(as) serão intercaladas por interpretações ao vivo de clássicos do gênero realizadas pelos melhores sambistas potiguares, que mostrarão também trabalhos de sua autoria.

O primeiro encontro acontecerá quarta-feira,
21 de março, às 19:30 no Auditório da Livraria Siciliano (Midway Mall), e homenageará o maior sambista de todos os tempos: Noel Rosa. Contará com a participação de Carlos Freitas, da banda Preto Chique, que discorrerá sobre as pegadas deixadas por Noel na história do samba, e com interpretações ao vivo de clássicos imortais do "poeta da vila" realizadas pelos sambistas Pedro Neto, Carlos Peru e Thiago da Hora.

O propósito do projeto é contribuir para a divulgação dos artistas de qualidade e do bom samba que se faz no Rio Grande do Norte, assim como ajudar a promover e valorizar uma das mais importantes manifestações musicais e culturais brasileiras.

O
Ano do Samba é uma parceria dos Diálogos Criativos com a promoter de samba e eventos Preta Íris.

Desde já, seja muito bem-vind@!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quarta-feira, 15 de dezembro, encontro-show sobre música e matemática com três grandes artistas potiguares para encerrar a temporada de 2010

Cleudo Freire (cleufreire@ig.com.br) - Músico, escritor e educador

O projeto cultural Diálogos Criativos, idealizado pelo jornalista e educador Antonino Condorelli, realizará na próxima quarta-feira, 15 de dezembro, o último encontro da atual temporada, no qual tive a honra de ser convidado. Para encerrar um ano riquíssimo, no qual foram promovidos instigantes encontros que fizeram dialogar de forma polifônica ciência, arte, memória histórica, ecologia, cinema, saúde, música, ética, psicologia, dança, política, gastronomia, viagens e outras áreas do conhecimento e da existência humana, o projeto promoverá mais um evento ousado no qual conversarei com um brilhante matemático, Iran Abreu Mendes, tentando traçar um diálogo entre música e matemática e envolvendo na discussão todo o público presente. O encontro não se limitará ao diálogo intelectual: as reflexões estarão entremeadas por apresentações ao vivo de canções minhas e de outros dois destacados músicos potiguares, Carlos Zens e Moisés de Lima, e terminará com um show de nós três. No final, além do mais, haverá um sorteio de cinco CDs do projeto Som da Mata, gentilmente disponibilizados pela administração do Parque das Dunas, e de dois livros entre os participantes.


Definir o que é música não é uma tarefa muito simples embora alguns autores já tenham ousado fazê-lo. Alguns dizem que a música é a arte do som ou dos sons; muitos supõem que seja a expressão das emoções por meio dos sons; outros consideram ser a música uma arte abstrata que exprime sentimentos pela organização do som, fazendo inclusive distinção entre som e ruído; numa tentativa mais abrangente seria a expressão da criatividade através dos sons.

Contudo as tentativas apresentadas, embora bastante contundentes, se limitam a uma generalização que reflete a transposição dos conhecimentos da física relativos à acústica, e em geral tendem a negligenciar o silêncio, elemento tão importante em qualquer obra musical. De qualquer forma, nenhuma delas apresenta a íntima relação que há entre a estrutura musical e a matemática. O que seria então a música? Que relação ela guarda com a matemática? Estas são as questões que tentarei explorar ao longo deste debate, no qual incursionarei também nas diferentes concepções nos vários períodos da história da música e algumas considerações em torno de padrões étnicos/musicais.

Melodia, harmonia e ritmo, que compõem todo o sistema de estrutura musical, são apenas elementos constitutivos e como tal servem muito bem às necessidades técnicas para tornar as peças musicais inteligíveis, executáveis, principalmente quando estas são escritas em partituras que por sua vez às tornam visíveis e se escritas em partituras braile, também poderia ser táteis.

Pensando desta forma, acredito que a partitura é uma forte demonstração da estrutura matemática por trás das obras musicais que muitas vezes passa despercebida diante da sedução exercida pelos sons. Se para fazermos uma obra musical necessitamos dividir o tempo com representações de sons e silêncios de durabilidade variável, é porque o grande princípio da música é matemático. E se esta subdivisão que caracteriza o aspecto rítmico é chamada de compasso e escrita tão matematicamente que toma de empréstimo um modelo próprio das equações - como: 2/4; 3/4; 4/4; 5/4; 6/4; 7/4 e assim por diante - é porque estamos tratando de uma arte matemática posto que o ritmo é o elemento fundamental da música.

A caracterização numérica dada às notas vai muito além de uma simples arbitrariedade inconseqüente é responsável e assumidamente valorações, algoritmos, modos de contar o tempo ocupado pelos sons de três em três; quatro em quatro; duas em duas; seis em seis unidades de modo que ao final de uma peça poderíamos até mesmo fazer cálculos de regra de três para demonstrar a relações de proporção, tão semelhante é o modo de abstração musical e matemático.

Poderíamos fazer com o silêncio, representado pelas pausas e o zero uma analogia, pois assim como o numeral as pausas representam durações definidas, que contabilizam e subdividem o tempo com valor relativo dependendo de onde sejam colocadas. Logo, para cada compasso, as pausas têm durações diferentes e o seu relativo sonoro do mesmo modo.

Nesta mesma perspectiva, argumentarei ainda acerca da relação que há entre harmonia e o conceito matemático de conjunto, subentendendo as relações harmônicas como graus de parentesco. Como não poderia deixar de ser destacarei a hibridez do elemento melódico, apontando para as características numéricas e geométricas da melodia como conseqüência das estruturas tonais e modais.

Este breve diálogo entre música e matemática, entre um músico e um matemático, poderá não trazer conclusões definitivas (de fato, este não é o objetivo), mas, sem sombra de dúvidas, trará elementos para uma boa reflexão que pode ser interessante para quando nos ocuparmos a analisar as fronteiras entre arte e ciência.

O encontro-show, intitulado Música, matemática e cultura: um diálogo possível, acontecerá quarta-feira, 15 de dezembro, às 19:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do Midway Mall. Todos os participantes, como de costume, receberão um expresso gourmet de cortesia oferecido pelo Café Genot, que poderá ser degustado nas mesas da cafeteria ao lado do Auditório da Siciliano.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quarta-feira, 15/12, se conclui a edição de 2010 com um encontro-show sobre música e matemática com apresentações de artistas potiguares

Quarta-feira, 15 de dezembro, acontecerá às 19:00 horas no Auditório da Livraria Siciliano, no terceiro piso do Midway Mall em Natal, o último evento da edição de 2010 dos Diálogos Criativos: o encontro-show musical Música, matemática e cultura: um diálogo possível.

O encontro, com entrada franca, será um diálogo entre o destacado músico norte-riograndese Cleudo Freire e o matemático Iran Abreu Mendes, aberto à participação de todo o público presente, onde se explorarão as interseções, as convergências e as mútuas implicações da música, o conhecimento matemático e as práticas sócio-culturais dos povos.

O diálogo estará entremeado por apresentações musicais do próprio Cleudo Freire e de outros dois grandes artistas potiguares, Carlos Zens e Moisés de Lima. Após o diálogo, os três artistas realizarão um show com mais músicas de sua autoria.

No encontro, será realizado o sorteio de cinco CDs do projeto Som da Mata – gentilmente disponibilizados pela administração do Parque das Dunas de Natal - e de dois livros. O evento terminará com um brinde entre os participantes para comemorar o fim desta temporada dos Diálogos Criativos, que recomeçarão com muitas novidades em março de 2011.

Todos os participantes do encontro receberão como cortesia um café expresso gourmet oferecido pelo Café Genot, parceiro do projeto, que poderá ser degustado nas mesas da cafeteria ao lado do Auditório da Livraria Siciliano.

Os Diálogos Criativos são uma iniciativa do jornalista, educador e promotor cultural Antonino Condorelli em parceria com a Livraria Siciliano, o Café Genot e com o apóio editorial do Solto na Cidade, da Tribuna do Norte, da TV Universitária e da Universitária FM.