quinta-feira, 31 de maio de 2012
O twittaço #ChicoParaTod@s deu início ao movimento #CulturaParaTod@s em Natal
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A hashtag #ChicoParaTod@s chegou no primeiro lugar dos Twitter Trends em Natal
domingo, 27 de maio de 2012
Twittaço #ChicoParaTod@s pela democratização da cultura em Natal – Segunda-feira, 28, das 21 às 23 horas
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A sessão de 26 de maio do Café com Cinema exibirá o longa cubano Morango e Chocolate, o mais votado entre os seguidores do projeto
A votação do filme que será exibido na sessão de sábado, 26 de maio, do projeto cultural Café com Cinema, que acontece a partir das 18:30 no auditório da PotyLivros (Praia Shopping), em Natal, terminou à meia- noite de domingo, 13. Os(as) interessados(as) manifestaram suas preferências entre oito opções disponíveis, todas de filmes latino-americanos ou de temáticas sociais latino-americanas, e o mais votado - com 12 indicações, 11 no Facebook e uma por e-mail - foi Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate), de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío (Cuba, 1994). O longa-metragem cuabo será, portanto, a obra exibida na próxima sessão do Café com Cinema.
Dos outros filmes propostos, o colombiano La Sombra del Caminante de Ciro Guerra (2004) ficou em segundo lugar, com 5 votos; o argentino Iluminados pelo Fogo (Iluminados por el Fuego), de Tristán Bauer (2005), recebeu 4 votos e o também argentino A História Oficial (La Historia Oficial), de Luís Puenzo (1985), recebeu 2 preferências. Todos os demais não receberam nenhum voto. As três obras que receberam indicações serão apresentadas em novas votações para as próximas sessões do projeto cultural.
Morango e Chocolate, ambientado em Havana em 1979, narra a história de um jovem universitário comunista, David (Vladimir Cruz), que conhece um artista gay, Diego (Jorge Perugorría), revoltado com as políticas do regime de Fidel Castro para com os homossexuais. Apesar de David tentar a todo custo evitar qualquer contato com Diego, uma série de circunstâncias acaba aproximando cada vez mais os dois, entre os quais surge aos poucos uma profunda amizade que nem suas diferentes visões de mundo, nem uns acontecimentos que levarão Diego a tomar decisões sofridas conseguirão abalar. O longa é um dos últimos filmes dirigidos por Tomás Gutiérrez Alea, o cineasta cubano de maior projeção internacional do século XX, que faleceu em 1996 e, encontrando-se doente, teve que ser auxiliado na direção por seu amigo Juan Carlos Tabío. Morango e Chocolate foi o primeiro filme cubano a ser nomeado para o Óscar.
Lhe aguardamos na sessão de sábado, 26 de maio, do Café com Cinema, onde após a exibição do filme será realizado um diálogo entre tod@s @s participantes com base nas provocações e pistas de reflexão despertadas pela obra e, no final do encontro, será realizado o sorteio de um livro. Para reservar seu lugar, totalmente gratuito, escreva para cafecomcinemanatal@gmail.com e, desde já, seja muito bem-vind@!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Fenômeno do bullying: repercussões e desdobramentos dos Diálogos Criativos
Fenômeno do bullying esscolar: reflexo da sociedade da intolerância
Por Anderson Soares
A exacerbação das conseqüências das mudanças e transformações, resultantes no século XXI, tem se refletido de forma impactante nos ambientes escolares e uma delas é a intensificação da intolerância às diferenças, que neste momento tem gerado reflexões de educadores, psicólogos, sociólogos, etc.
As transformações sócio-econômicas e principalmente comportamentais trazem imensos desafios para os ambientes escolares, que parecem impotentes diante do anúncio de uma nova e complexa sociabilidade da qual os modelos tradicionais de educação não estão dando conta. Os pais dos alunos também parecem desorientados e perplexos diante da sua responsabilidade na formação pessoal e educacional de seus filhos. Estes pais não sabem lidar com as questões afetivas num cotidiano de pouco cultivo dos valores humanos.
Os vínculos humanos, consumados sob a égide das transformações citadas, são substancialmente frágeis e empobrecidos afetivamente (volúveis e descartáveis). Como conseqüência, não é projeto e nem prioridade para pais e mães a formação e educação de seus filhos, mesmo que estes pais acreditem na educação no ambiente familiar como sendo mero suprimento das necessidades materiais.
Aqueles que seriam os responsáveis pela formação pessoal e afetiva de seus filhos parecem impotentes diante da realidade dos mesmos que são expostos a excesso de informação, apegados a tecnologias e aos jogos eletrônicos, desmedidos no culto à estética, adeptos a futilidades diversas, doentiamente consumistas, emocionalmente precários, afetivamente embotados e quase nunca cultivam os valores humanos. Independente das diferenças econômicas entre os diversos responsáveis (pais, mães, cuidadores) todos vivenciam a mesma mazela psicossocial; tanto o executivo loiro, que usufrui todo privilégio do poder econômico (curso “superior”, bairro “nobre”, lugares “sofisticados”) e supre as necessidades materiais do filho quanto o pardo semi-alfabetizado (invisível socialmente) que se mantém com sua modesta carrocinha de cachorro-quente e minguados recursos.
O resultado macabro, nestas crianças e adolescentes que pouco recebem de afeto e orientação de seus pais (ou cuidadores), é, nos ambientes escolares, o seu comportamento problemático e permissivo, oriundo da precariedade emocional e desleixo em suas formações. Estamos nos referindo à infância e à adolescência como etapas de desenvolvimento primordiais à formação de futuros adultos que vão se expor às questões de ética, tolerância, cultivo dos valores humanos, percepção das próprias emoções e experiências de limites e frustrações. Diante desta realidade, o poder do exemplo e referência dos pais deveriam ser imperativos.
O que nós conhecemos como bullying, nos ambientes escolares, nada mais é do que um reflexo da sociedade da intolerância, na qual cada ser social doente reproduz as mazelas e valores conforme seu contexto. As agressões morais, simbólicas, opressão econômica, insultos, desrespeito à diferença, fazem parte do cotidiano de uma estrutura social doentia em que o ter sobrepuja o ser, o poder econômico prevalece diante dos valores humanos (tão pouco cultivados e subestimados pela sociedade quase psicopática).
A intolerância em nossa sociedade é estimulada de diversas formas, principalmente no campo simbólico. Reflitamos sobre a ideologia implícita nos valores que são cultivados, nos comportamentos que são glorificados, no que está embutido nos programas e propagandas da TV burrificadora, nos tipos físicos expostos nas capas de revista e outdoors. Também as religiões…Prestemos atenção aos discursos de “fraternidade” de padres, pastores e demais charlatães de várias tinturas e genealogias.
Lembremos que os nazistas da Alemanha hitlerista chegaram ao poder através do voto e suas ações tiveram respaldo da maioria dos alemães. Importante citar também um famoso deputado federal (de falas fascistas e extremistas) cujas idéias representam as crenças de parcela significativa da sociedade brasileira.
As crianças e adolescentes, seres em formação, são muito vulneráveis do ambiente: a intolerância é aprendida. Se não recebem afeto, orientação e formação sólida em seus ambientes domésticos, ficam à mercê da permissividade e da falta de capacidade de respeitar seu semelhante (seja ele quem for). A não existência de comportamentos de referência e exemplos vindos de seus pais é um ingrediente fatal para o cultivo diário da intolerância em seus ambientes escolares.
É nos ambientes escolares que, frequentemente, crianças e adolescentes extravasam suas perturbações subjetivas e inquietações psíquicas. É através de comportamento agressivo ou de excessivo retraimento que a vítima ou aquele que comete bullying se expressam.
E as escolas que, em pleno século XXI, seguem modelos arcaicos e contraproducentes priorizam os valores cognitivos em detrimento da emoção adoecida e da sensação de vazio de crianças e adolescentes, quase órfãos de pais vivos. Mesmo diante destas aberrações comportamentais, prevalece a idéia de que a escola boa é aquela que “aprova para o vestibular”. Diante destas mazelas, a precariedade e impotência estão presentes tanto em escolas abastadas, que formam os filhos das elites econômicas; quanto em escolas públicas depauperadas, que atendem os que não tem poder de capital: os figurantes mudos, que vivenciam a invisibilidade social cotidiana.
Torna-se decisiva uma profunda reflexão (novos olhares, novos direcionamentos) em torno de tão sérias transformações. A relação entre família e escola tem que ser reforçada e repensada sob os desígnios dos desafios do século XXI, entendendo o quanto o ambiente escolar é vulnerável diante da sociedade da intolerância: o bullying não pode ser pensado isoladamente!
A escola deve ser exatamente o lugar onde o convívio e a tolerância com as diferenças devem ser trabalhados e estimulados na formação de crianças e adolescentes. Tal trabalho continuará contraproducente se todos os envolvidos (pais, mães, educadores, cuidadores, etc) deixarem prevalecer dentro de si os hábitos viciados, os preconceitos arraigados e a mentalidade doentia que são cultivados no dia-dia pela sociedade psicopática.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Fotos do encontro de quarta-feira, 25 de Maio - MÚSICA BRASILEIRA E HISPANO-AMERICANA
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Fotos do encontro de 11 de Maio - BULLYING NA ESCOLA: QUEBRANDO O SILÊNCIO
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Programação de Maio de 2011
ENTRADA FRANCA
Quarta-feira 11/05 – 19:30 hs. - AUDITÓRIO DA LIVRARIA SICILIANO

O encontro será um diálogo aberto sobre uma das formas mais disseminadas, dramáticas e geralmente silenciadas de violência nas escolas: o fenômeno conhecido como bullying, a violência moral reiterada sofrida por alunos e alunas por parte de alguns de seus colegas. Se trata de uma realidade vivenciada por milhares de pessoas no Brasil e no resto do mundo que, em alguns casos, pode ter conseqüências devastadoras na psique das vítimas, como emergiu com extrema brutalidade no massacre da escola Tássio da Silveira de Realengo, Rio de Janeiro, no passado dia 7 de abril. Pesquisadores e alunos de pós-graduação que estudam a temática aprofundarão e discutirão com o público a complexa teia de fatores psico-socioculturais envolvida no fenômeno do bullying, suas implicações e as possíveis formas de combatê-lo e prevení-lo.
Facilitadores: Herculano Ricardo Campos (hercules@ufrnet.br) - Pesquisador do Núcleo de Estudos Sócio-Culturais da Infãncia e a Adolescência do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e membro do Observatório de Violências contra a Juventude; Pesquisadores de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que estudam o fenômeno do bullying.
Quarta-feira 25/05 – 19:30 hs. - AUDITÓRIO DA LIVRARIA SICILIANO
O encontro traçará paralelos, fará dialogar e buscará pontos de convergência entre diversas expressões musicais brasileiras (como samba, choro, etc.) e as de outros países latino-americanos. O diálogo será entremeado por apresentações do grupo Espírito Uno, que realizará um show de música brasileira e hispano-americana alterado à conversa.




